sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Casais Inteligentes Enriquecem Juntos.



“Com a sabedoria edifica-se a casa, e com a inteligência ela se firma; pelo conhecimento se encherão as câmaras de toda sorte de bens, preciosos e deleitáveis”. 
Prov. 24: 3-4.

Introdução: Para a média das pessoas, cerca de 80% do dia útil é gasto:
  • Sonhando em dinheiro
  • Pensando em dinheiro
  • E perseguindo dinheiro
Grande parte dos problemas de relacionamento entre marido e mulher começa no dinheiro – no excesso ou na falta dele.
O problema é que não se conversa a dois sobre dinheiro de forma preventiva, mas só quando a bomba já estourou e abriga se torna inevitável. Uma pesquisa divulgada na revista Você S/A de junho de 2004, feita com 150 pessoas casadas, revela que 38% delas assumem que brigam em casa por causa de dinheiro.
No casamento a falta de diálogo sobre o dinheiro é ruim para a família, podendo até contribuir para o fim do relacionamento conjugal.
Mas conversar não resolve o problema se o tema dinheiro não estiver ligado ao assunto objetivos. Se o casal não conhece os objetivos um do outro, haverá sempre um sentimento de frustração junto a cada conquista.
A falta de planos faz com que os sonhos de um se tornem empecilhos para a conquista das aspirações do outro. Daí a necessidade de ambos se darem às mãos e discutirem os meios para conquistar objetivos comuns.
Se você almeja usufruir um relacionamento conjugal plenamente satisfatório, a competência para lidar com o dinheiro é absolutamente essencial.

F.T.: Casais inteligentes enriquecem juntos porque...

1º. Organizam as Finanças do Lar. 
“Com a sabedoria edifica-se a casa, e com a inteligência ela se firma;”. 
Prov. 24: 3
  • A maioria dos casais discute muito sobre dinheiro porque nunca conversam sobre alvo financeiro do lar.
  • A maioria dos conflitos sobre o dinheiro no casamento pode ser evitada se tomarmos duas atitudes simples:
  1. Estabelecer alvos financeiros num orçamento.
  2. Conversar com regularidade a respeito desses alvos.
    • O casal deve abordar livre e abertamente seus objetivos financeiros.
    • Não devem ter segredos.
    • Os filhos devem ser envolvidos nos assuntos financeiros da família, uma vez que estejam à altura de compreender e participar.
    • Organize um orçamento:
1.    Projetando a renda da família.
2.    Projetando as despesas necessárias.
3.    Deve ser um plano de ação por escrito.
4.    Deve ser preparado em conjunto por marido e esposa.

Sete razões para se ter um orçamento familiar:
  1. Orienta quanto aos alvos da família.
  2. Estabelece controle dos gastos.
  3. Provê a necessária disciplina.
  4. Provê para os imprevistos.
  5. Une o casal no processo de decisão.
  6. Ajuda no gerenciamento financeiro.
  7. Ajuda a ser um bom mordomo do que Deus confiou.

O orçamento deve atender três áreas:
  1. Deus – Fidelidade nos dízimos e liberalidade e regularidade com as ofertas.
    • Dê a Deus primeiro – “Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda”. Prov. 3:9
    • Reconheça que Deus já é dono de tudo, você está apenas administrando o que Ele lhe emprestou.
    • Seja fiel com o que possui – Jesus disse: “Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco, também, é injusto no muito”. Lucas 16:10
  2. Lar – Suprindo todas as necessidades da família.
  3. Mundo – Sendo fiel com os impostos e honrando compromissos assumidos.
O orçamento sólido é aquele que: “A receita é maior do que a soma total das despesas”.

F.T.: Casais inteligentes enriquecem juntos porque...

2º. Disciplinam as Compras.
“... pelo conhecimento se encherão as câmaras de toda sorte de bens, preciosos e deleitáveis”. 
Prov. 24:4
  • O alvo da família deve se manter as contas equilibradas.
  • Uma tendência para o endividamento põe em perigo a independência financeira de uma família.
Por isso, algumas perguntas devem ser feitas ao se sair para fazer compras:
  1. Necessito disto realmente?
  2. Tenho dado a Deus uma oportunidade de prover isto dentro do preço ao meu alcance?
  3. Isso significará o progresso em meu crescimento espiritual?
  4. É esta compra motivado por um certo amor as coisas materiais?
  5. Quanto tempo pode esperar por isso até que tenha uma real necessidade?
  6. Tenho dúvidas sobre isto?
  7. É um bom investimento?
  8. Posso pagar a vista, ou esta compra me deixará com dívida?
  9. É ela importante para a minha família?
  10. Tal compra agradará a Deus?
Prov. 21:20 -“O homem de bom senso economiza e tem sempre bastante dinheiro e comida em sua casa; o tolo gasta o seu dinheiro assim que o recebe”.
Ame a Deus, mas aprenda a gostar do dinheiro, exercitando o lindo princípio de John Wesley: “GANHE O MÁXIMO, ECONOMIZE O MÁXIMO, PORÉM, DÊ O MÁXIMO PARA DEUS”.  Lembre-se que um relacionamento maduro no casamento não pode conduzir-se de modo piedoso nos pequenos afazeres do dia-a-dia sem responsabilidade financeira.


F.T.: Casais inteligentes enriquecem juntos porque...

3º. Nunca gastam o seu dinheiro, antes de colocá-lo em suas mãos.
“Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir?”. 
Lc. 14:28
  • Administrar bem o relacionamento requer certa habilidade e paciência.
  • Administrar bem tanto o dinheiro quanto o amor, então, pode ser um verdadeiro desafio.
  • Conhecer a si mesmos permitirá que um ajude o outro a superar suas fraquezas, para que o relacionamento com o dinheiro seja de multiplicações e realizações de sonhos.
Conhecendo o perfil do casal: Há basicamente cinco estilos de como lidar com o dinheiro:
  1. Poupadores:
    • Sabem que é importante guardar e, por isso, não se importam nem um pouco em restringir ao máximo os gastos atuais para poupar o que for possível e conquistar a independência com muito dinheiro.
    • Nem sempre suas intenções são compreendidas; freqüentemente recebem críticas por serem mesquinhos verdadeiros “Tios Patinhas”.
Pontos fortes: Disciplina e capacidade de economizar.
Pontos Fracos: Conformismo com um padrão de vida simples, restrições a novas experiências.

  1. Gastadores:
·         Para estes, a vida é medida pela largura, não pelo comprimento.
·         É importante viver bem hoje, pois o amanhã pode não existir.
·         Gastam toda a renda, as vezes um pouco mais.
·         A poupança acumulada, quando existe, é só para próxima viagem.
Pontos Fortes: Hábitos pouco rotineiros, abertura a novas tendências.
Pontos Fracos: Insegurança em relação ao futuro, aversão a controles, orçamentos e contas.

  1. Descontrolados:
·         Não sabem quanto dinheiro entra nem percebem quando sai da conta.
·         A cada mês, parece que o dinheiro dura menos.
·         Estão sempre cortando gastos, mas nunca é o suficiente.
·         Nunca senta para se organizar, pois tem coisas mais importantes para fazer.
Pontos Fortes: É possível identificar algum?
Pontos Fracos: Indisciplina, propensão a conflitos, desorientação.

  1. Desligados:
·         Gastam menos do que ganham, mas não sabem exatamente quanto.
·         Poupam o que sobra, quando sobra.
·         Se não tem dinheiro na conta, parcelam a compra.
·         Sempre acham que ainda é cedo para pensar em aposentadoria.
Pontos Fortes: Folgas financeiras, espaço para reduzir gastos, se necessários.
Pontos Fracos: Incapacidade de estipular e atingir objetivos, resistência a planos que exigem disciplina.
  1. Financistas:
  • São rigorosos com o controle de gastos, com o propósito de economizar.
  • Nem sempre o objetivo é poupar; as vezes pretendem acumular para poder comprar mais pagando menos.
  • Elaboram planilhas, andam com calculadora e lista de compras nos supermercados.
  • Entendem de investimentos, juros e inflação.
Pontos Fortes: Facilidade de desenvolver planos e colocá-los em prática e capacidade de empregar melhor o dinheiro.
Pontos Fracos: Em geral são boicotados pela família, que não se conforma com tantas minúcias; se não souberem se fazer entender, tomam-se uns chatos.

Salmos 68:6 – “Deus faz que o solitário more em família; tira os cativos para a prosperidade; só os rebeldes habitam em terra estéril”.

  • As diferenças que une o casal são insignificantes diante daquele criou a família.
  • Evite dívidas, não viva além do que pode.
  • Calcule primeiro e gaste depois.
  • Muitas pessoas compram coisas de que não precisam, com dinheiro que não tem, para impressionar a quem não gostam.
  • Muitos casais trocam uma felicidade passageira por um pesadelo, atendendo ao apelo das compras.
Disse alguém: “Quando você falha em planejar você está planejando falhar”.

Planejar é predeterminar o seu curso de ação.

Conclusão: Deus quer restaurar as finanças do seu lar. Gostaria de lembrá-lo que temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo (I João 2:1b).
  • Sua dedicação é total, a ponto de dar a sua vida por você.
  • Seus honorários: a sua fé.
  • É tudo o que requer de você.

Ministração: Uma união financeira feliz.

  1. Arrependa-se por não ter usado o dinheiro que o Senhor te deu de forma inteligente.
  2. Peça a Deus que te ajude a partir de hoje agir com sabedoria com o seu dinheiro.
  3. Peça a Deus que te de conhecimento para trazer riquezas para a tua casa.
  4. Tome hoje uma decisão de planejar o seu gasto usando uma planilha de orçamento familiar.
  5. Ore com seu cônjuge para remover as dificuldades de diálogo sobre dinheiro.
  6. Ore com seu cônjuge para que prosperem juntos contando com a ajuda um do outro.
  7. Glorifique ao SENHOR, que se compraz na sua prosperidade! Salmo 35:27.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Liderança e Encargo.



A maior necessidade na vida de um líder de célula é ter encargo ou receber um encargo da parte de Deus. A obra de Deus simplesmente não pode prosperar se os líderes não possuem o encargo devido. Lamentavelmente é possível liderar na casa de Deus sem encargo. Nossa liderança precisa ter vida a ponto de suprir os membros da célula. Se não nos importamos da nossa liderança produzir impacto algum na vida dos membros é porque não temos encargo. Isso indica que entramos em uma situação de rotina e já não nos importamos com a vida de Deus fluindo entre nós.
Ter encargo significa incomodar os membros da célula a tal ponto que não tenham paz, até mostrarem compromisso com o Senhor. Se os membros são indiferentes, precisamos buscar a face do Senhor e deixar que ele nos tire a paz, a ponto de perder o sono ou a fome até que algo do Espírito se mova na célula. Somente esse tipo de liderança agrada a Deus.
Os que lideram na Casa de Deus precisam ter encargo. Não podemos servir a Deus sem esse peso no espírito.
Nossas células se reúnem 52 vezes por ano. Semana após semana, os membros vão às reuniões. Se, após três meses, não houver mudança na vida deles, precisamos ficar incomodados. Um vendedor que fica um mês inteiro sem vender não ficará tranqüilo, aquilo produzirá um peso na sua alma e ele ficará aflito e preocupado. Se somos líderes com encargo, precisamos ter a mesma atitude. Um vendedor nessa situação iria avaliar a causa do problema, pensaria em estratégias e tentaria mudar a situação.
Um líder com encargo também não conseguirá ficar tranqüilo, mas analisará a situação e encontrará uma forma de mudá-la. Como é possível um líder continuar se reunindo tranqüilamente quando não obtêm nenhum resultado? Se conseguimos continuar liderando mesmo sem ter nenhum resultado, é porque não temos encargo.
Não adianta termos uma estrutura de células bem organizada se nos falta encargo. Ter encargo significa ter um alvo a atingir. O alvo não sai do nosso coração e não nos permite ficar parados.
Todo líder precisa ter encargo a ponto de se sentir responsável caso a obra não seja bem-sucedida. Ele deve ser como aquele empresário que pensa continuamente no seu negócio, em como fazê-lo crescer e prosperar. O líder de célula também tem essa atitude. Ele vai sempre aplicar o coração para fazer sua célula crescer e prosperar. Ele não pode ignorar seu grupo, pois, afinal, é a sua célula, o rebanho que o Senhor lhe confiou.
A reunião da célula é muito importante. Como líder você precisa avaliar constantemente se ela é forte ou fraca, viva ou morta. Talvez os membros estejam em paz, mas o líder não pode ficar em paz até que a reunião da célula esteja fluindo cheia da vida do Senhor. Algumas vezes teremos que orar com lágrimas até que os irmãos sejam inquietados por dentro e passem a buscar o Senhor. Outras vezes, buscaremos de Deus uma palavra viva para que eles sejam renovados.
Não podemos servir a Deus apenas por responsabilidade, mas por encargo. Líderes responsáveis são preciosos, mas apenas aqueles com encargo são realmente úteis ao Senhor. Sei que gostamos muito de relatórios, números e avaliações, mas tudo isso será em vão se não temos o encargo devido. Ter o encargo é estabelecer uma meta de crescimento, trabalhar para alcançá-la e ser determinado para atingi-la. Os que fazem por fazer não possuem alvos e não se importam se não chegam a lugar algum. Mas aquele que possui um encargo em sua liderança jamais se acomodará nessa situação.
Uma coisa é o encargo e outra muito diferente o fazer por obrigação ou responsabilidade. Um jovem que vive com os pais procura cuidar com responsabilidade da mesada que recebe deles, mas, quando esse jovem passa a viver por conta própria, ele cuida do seu dinheiro com encargo. Uma babá cuidando de um bebê o faz com responsabilidade, mas ela terá verdadeiro encargo pelo seu próprio filho.
Quem possui encargo chama para si a responsabilidade. Ele não lidera como se estivesse cuidando de algo que pertence a outra pessoa, mas ele sempre vê aquele grupo como algo que o Senhor mesmo o encarregou de conduzir.
Todo líder precisa tomar sobre si a pressão do encargo pela sua célula. Essa é uma pressão positiva. A pressão positiva é aquela que procede do encargo do coração e do amor. Ela é muito poderosa, mas não acontece por acaso, é fruto de uma decisão de direcionar o coração para o foco correto. Paulo era alguém que tinha encargo e esse encargo era como um peso no coração. Ele diz: “Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas” (2Co 11.28).
Ele se preocupava diariamente com todas as igrejas que ele tinha aberto. Não era uma pressão pequena, era algo que certamente consumia energia. Todavia essa preocupação ou pressão era resultado de um encargo de amor. Por amar os irmãos ele se preocupava com o desenvolvimento deles. Por amar os irmãos ele se preocupava que não houvesse divisão, que recebessem a sã doutrina e tivessem um pastoreamento apropriado. Não há como ser um líder sem enfrentar a pressão. Mas a pressão do encargo é que deve nos impulsionar. Essa pressão somos nós mesmos que decidimos tomar amor.
O que cada líder precisa entender é que o resultado e os frutos não estão relacionados com o método, mas com a pessoa. Se tivermos líderes com encargo nossa obra será viva e próspera. Mas se servimos liderando uma célula apenas por obrigação isso nos levará a perder a presença de Deus.
Todos percebem a diferença quando oramos com encargo e quando oramos por obrigação. Todos percebem porque o encargo libera vida. Um líder com encargo é alguém cheio de vida para contagiar sua célula.
Nosso grande desafio é manter o encargo. Nas coisas naturais, fazer algo pela primeira vez é sempre mais difícil, mas não é assim nas coisas do Espírito. O mais difícil não é fazer algo pela primeira vez. Na verdade, a primeira vez é cheia de temor e tremor e por isso também procedente de encargo espiritual. O grande desafio, na verdade, é fazer pela décima, pela centésima vez. É fácil perder o encargo depois de certo tempo. Quando isso acontece, passamos a servir por obrigação ou responsabilidade. Mas o serviço por obrigação é apenas um ritual religioso degradado. O que move os céus é um coração com encargo.
Costumo dizer que o trabalho de um líder pode ser movido por um cargo, por desencargo ou pelo encargo. Cargo como você sabe é apenas a posição que as pessoas assumem dentro de uma organização. Outros trabalham por desencargo de consciência mesmo. É só uma maneira de se livrarem de algum tipo de acusação na mente. Essas pessoas não são úteis para Deus, pois não podem edificar a Casa de Deus genuinamente.
O encargo é um desejo profundo no coração, compartilhado por aqueles que possuem o peso do coração de Deus. O encargo procede de um desejo profundo no coração que se transforma em zelo. Jesus disse que o zelo pela Casa de Deus deve nos consumir (Jo 2.17). Cargos são posições que geram status; mas encargos são gerados pelo Espírito. Quem tem encargo está disposto a fazer qualquer coisa para atingir o objetivo proposto.

Renovando o encargo
Para que possamos caminhar nesse mover de Deus precisamos manter o nosso encargo. Só o encargo traz a presença de Deus. O problema é que o encargo pode diminuir ou até mesmo desaparecer. Quando isso acontece, a obra de Deus pára. Como fazer para manter o encargo?
Manter o encargo é manter-se em movimento, ou seja, é seguir o mover de Deus. A obra de Deus é como uma estrutura em movimento. A Igreja é essa estrutura avançando nesse santo mover de Deus. Não sou nenhum expert em movimento mecânico, mas o bom senso me ensina que tudo aquilo que está em movimento segue algumas leis. Se respeitarmos essas leis, conseguiremos manter o encargo em nosso coração pela obra de Deus.

1. Tudo que se move precisa de combustível
A obra de Deus não tem que ser pesada e nem temos que carregá-la por meio de nossa força humana. É o combustível do Espírito Santo que moverá a Sua obra. O encargo acaba quando sentimos sobrecarregados e o peso da obra se torna insuportável. Precisamos fazer a obra na dependência e na força do Espírito.
Todo líder precisa aprender a trabalhar no descanso. Isso é um paradoxo. Não somos passivos esperando que a obra de Deus aconteça por si mesma. Somos instrumentos e queremos ser usados por Deus. Mas se ficamos angustiados cada vez que temos que fazer algo para Deus, e se a ansiedade aumenta, ao ponto de a vida perder o sabor, é porque tem faltado o descanso e a dependência do Espírito. A obra de Deus não se faz no cansaço, na fadiga ou suor. Faz-se na dependência do Senhor.
Ezequiel 44.17 dá uma orientação clara àqueles que trabalham no templo: “E será que quando os sacerdotes entrarem pelas portas do átrio interior, usarão vestes de linho, não se porá lã sobre eles, quando servirem nas portas do átrio interior, dentro do templo. Tiras de linho lhes estarão sobre as cabeças, e calções de linho sobre as coxas, não se cingirão a ponto de lhes vir suor”. Na obra de Deus, não pode haver suor humano.
Nós somos sacerdotes, levitas, encarregados de servir na Casa de Deus e, quando servimos ao Senhor, não pode haver suor. Qual é o significado do suor? O suor significa o esforço humano tentando fazer aquilo que é obra exclusiva de Deus. Lembro-me da canção que diz: “É meu somente meu todo o trabalho, e o teu trabalho é descansar em mim”. Essa é a Palavra de Deus para nós.
Depender de Deus, porém, não é inatividade ou passividade; depender de Deus é trabalhar pelo poder do Espírito Santo. Todo líder precisa do combustível celestial, do fogo de Deus, da unção do Espírito. Quando ousamos fazer a obra de Deus sem o poder do Espírito, logo nos sentimos completamente extenuados. Por isso perdemos o encargo. Não há mover sem combustível.
Qualquer pessoa pode falar, mas aquele que está cheio do Espírito libera palavras que martelarão na mente das pessoas e tocará no coração delas. Um líder pode conduzir uma célula, mas aquele que é cheio do Espírito será como um ímã atraindo pessoas para o Senhor e fará da reunião um lugar que flui vida de Deus. As pessoas logo perceberão isso.
O fogo de Deus é que faz todo o trabalho, mas o líder é como aquela sarça sustentando o fogo sem se consumir.
Eventualmente você sentirá que esse combustível do Espírito estará faltando. Mas basta que você separe tempo para orar e jejuar e deixar que o Espírito remova aquilo que impede o seu fluir. Se você se humilha e clama pelo auxílio do Senhor, o poder vem sobre você novamente.
Todo líder deve ter o encargo de manter uma atmosfera impregnada da presença de Deus em sua célula. Lembre-se que o encargo no coração traz a presença de Deus.

2. Tudo que se move produz desgaste
O resultado natural do atrito é o desgaste da estrutura. É um fato da vida que toda faca depois de algum tempo de uso precisa ser amolada, todo violão depois de tocado precisa ser afinado. Isso não significa que a faca não presta ou o que o violão tem algum problema, é apenas uma realidade das limitações físicas de todo material. No mesmo princípio, preciso dizer que as células com o tempo precisam ser ajustadas e o nosso encargo precisa ser renovado. A estrutura precisa ser periodicamente renovada.
Assim, todo líder sábio entende que precisa receber ministração de outros líderes para ter seu coração novamente incendiado. Ele é como aquele violão sendo novamente afinado. Precisamos de reuniões periódicas para reciclar a visão e a prática, pois com o tempo a visão precisa ser afiada novamente.
Uma célula depois de algum tempo pode se tornar relaxada e displicente com as práticas espirituais. Isso não significa que a célula esteja errada, é simplesmente o ajuste normal. Se a sua célula está passando por um momento assim, programe uma reunião ou um retiro e leve-os para ser novamente contagiado com a vida de Deus. Tudo o que se move precisa de manutenção e a sua célula não é diferente. Por ignorar esse princípio muitos líderes presumem que basta seguirem vivendo na mesma rotina.
O desgaste acontece por causa da rotina e da repetição. A rotina pode destruir o encargo na vida de um líder de célula. Eletricistas que trabalham com altíssima voltagem não podem realizar por muito tempo uma mesma rotina. Eles correm o risco, depois de algum tempo, de se acostumarem com os procedimentos e se tornarem desleixados e assim serem eletrocutados.
Um operador de máquina industrial que já trabalha por tantos anos pode começar a pensar: “Já sei fazer isso de olhos fechados, posso até fazer outras coisas enquanto opero esse maquinário”. Ele já não segue as regras de segurança, nem as técnicas de operar o equipamento como aprendeu no treinamento. O resultado é que em um dia qualquer um acidente acontece. Tudo porque caiu na rotina! Perdeu o zelo! Relaxou! Para usar a nossa terminologia: perdeu o encargo!
O tempo é o grande teste na vida de um líder e a rotina pode ser destruidora. Para vencer a rotina precisamos renovar os alvos e os desafios de nossa célula.

3. Tudo que se move produz tensão
Algumas vezes não vemos o resultado que esperamos ou não vemos o resultado no tempo que gostaríamos. Isso produz desânimo que, se não for vencido, pode resultar na perda de encargo pela obra de Deus.
Tensão não significa necessariamente que algo está errado, mas que algo está acontecendo. Sempre que estruturamos e nos organizamos veremos os atritos. Se os atritos forem tratados apropriadamente, eles permitirão que a estrutura se torne ainda mais forte e eficiente.
Os atritos deveriam ser vistos como algo normal da vida da Igreja. Alguns identificam o conflito como a causa de uma célula não avançar, todavia a existência de conflitos deve ser considerada normal. O problema não são os conflitos, mas a forma como lidamos com eles. Uma célula em que nunca há um conflito é uma célula morta ou prestes a morrer. Na verdade, liderar uma célula e esperar não ter conflito é como pular em um lago e esperar não se molhar.
O conflito não é bom e nem ruim, nem certo e nem errado, ele simplesmente existe. A maneira como nós o encaramos, abordamos e resolvemos determina se somos líderes vencedores ou não.

4. Tudo que se move produz calor
O resultado natural da tensão é o calor. Existe o fogo do Espírito, mas também existe o calor da fricção. É preciso o óleo do Espírito para refrigerar a estrutura.
Toda estrutura precisa de uma válvula de escape para a pressão acumulada. Não existem estruturas perfeitas. O pastor sábio criará mecanismos de escape da pressão dentro da igreja.
Algumas vezes nosso encargo diminui por causa do atrito e pela falta de comprometimento dos próprios membros da célula com o trabalho que fazemos. Mas não se permita abater-se porque a promessa é que, no Senhor, o nosso trabalho não é vão. Poucas coisas abatem mais um líder do que a falta de compromisso dos membros da célula. Mas mantenha o seu encargo de oração por eles, pois, em algum momento, o Espírito de Deus virá e a atitude deles será mudada. Aqueles que se mantiverem endurecidos e refratários Deus mesmo os removerá por amor ao Seu encargo do seu coração.

5. Tudo que se move tende à inércia
A grande ilusão é presumir que uma vez que nossa célula esteja indo bem ela irá bem para sempre. Não precisaremos fazer coisa alguma e as coisas vão fluir espontaneamente. Na Idade Média, eles sonhavam em construir uma estrutura, que uma vez ativada ela nunca mais pararia. Isso era conhecido como “moto-contínuo”. Hoje sabemos que isso é uma ilusão. Nada se move por si mesmo. Tudo o que está em movimento tende a parar. Essa é uma realidade desse mundo natural. Se não dermos novos impulsos para mantermos o ritmo e a velocidade, inevitavelmente a célula parará.
Nós sabemos que os objetos param por causa da força de atrito e de outras forças contrárias. No Reino de Deus sabemos que estamos até mesmo remando contra a correnteza e navegando contra os ventos espirituais. O diabo e seus anjos se levantarão para nos resistir.
Nunca ignore a realidade das resistências espirituais. Se tais resistências não forem vencidas, elas nos farão parar. Existem resistências de todos os tipos que atuam em todos os níveis. O alvo do inimigo é tirar o seu encargo pela obra de Deus fazendo-a parar. Ele sabe que, onde há um encargo genuíno, as resistências são vencidas.

6. Tudo o que se move precisa de direção
No final das contas nosso encargo é renovado pela visão. Perdemos o encargo por algo quando não percebemos claramente seu propósito. Ninguém quer trabalhar em algo em que não enxerga finalidade e propósito. E, se porventura o fazem, com o tempo perdem completamente o encargo.
Havia três homens trabalhando assentando tijolos em uma construção. Os três faziam a mesma coisa: assentavam tijolos. Alguém então chegou perto do primeiro e lhe perguntou o que ele estava fazendo, ao que lhe respondeu: “não vê que estou assentado tijolos”. Ele chegou para o segundo pedreiro e fez a mesma pergunta e ele respondeu: “Estou respaldando uma parede”. Por fim ele chegou ao terceiro com a mesma pergunta e ele lhe disse confiantemente: “Estou ajudando a construir um palácio”. Os três estavam fazendo a mesma coisa: assentando tijolos, mas o encargo deles era diferente. E o encargo de cada um pode ser medido pelo quanto cada um compreendia o propósito do que estava fazendo. Um líder de célula que está ajudando a construir um palácio tem um encargo completamente diferente daquele que está apenas fazendo um serviço de assentar tijolos.
Como líder, deixe constantemente claro para cada membro da célula o que estamos fazendo, qual é o nosso alvo e como tudo se relaciona com o propósito eterno de Deus. Não estamos liderando células apenas, estamos edificando a morada eterna de Deus na Terra.